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Ele está de volta

Ele está de volta

O burburinho nos corredores do Cine Sesi durante o terceiro dia de exibição da Mostra Sururu 2012, no último mês de outubro, concentrava-se em apenas um assunto: o curta-metragem A Banca, mais especificamente a preocupação do “cara da arma” com os créditos de seu celular.

Para os que gostaram do filme, o personagem “o cara da arma”, interpretado por Phillipe Seixas, vocalista da banda Cachorro Urubu, volta à ativa no curta-metragem Hoje Não. “Esse filme, na verdade, é um spin-off, ou seja, nós utilizamos um personagem e criamos a continuação de sua história”, diz Wagner Sampaio, roteirista do filme.

No novo filme, o personagem de Seixas, mesmo contra sua vontade, tenta impedir um suicídio. O filme é basicamente isso, embora com doses generosas de diálogos, principal marca de A Banca. Hoje Não vem sendo produzido desde outubro de 2012 e foi filmado em dois dias, nas vésperas do natal. No momento, o filme passa por processo de finalização.

“Sinceramente, quando eu estava escrevendo A Banca, não via tanta graça assim” , conta Wagner Sampaio, roteirista do filme

Claramente inspirado em Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino, influência esta que pode ser percebida nos diálogos, na montagem não-linear da história ou mesmo pelo tema – uma assalto mal-sucedido–, A Banca, segundo Wagner, é um marco para o cinema local. “Na verdade, A Banca foi uma quebra de paradigma no cinema daqui”, diz.As pessoas não estavam acostumadas com um roteiro quase que 100% feitos de diálogos, muitos deles aleatórios“.

Wagner, juntamente com Reuel Willys, é responsável pelo roteiro de A Banca. Ele se disse surpreso pela receptividade do público, principalmente pelas gargalhadas em determinados trechos. “Sinceramente, quando eu estava escrevendo, não via tanta graça assim no filme”, conta.

O próprio Wagner reconhece alguns descuidos estéticos do filme. “A fotografia da Banca é de mediana para baixo. A ideia era fazer um filme para entretenimento”.

Tiradentes

Recentemente, o curta A Banca foi o único filme alagoano selecionado para a 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontece na cidade mineira entre os dias 18 e 26 desse mês.

Paradoxalmente, o filme não recebeu nenhum prêmio na 3ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano. “Pensei que, pelo menos, o prêmio de melhor trilha sonora iríamos ganhar”, diz Wagner. “Gostaria de saber, caso houvesse voto popular, se nós ganharíamos”. Agora é aguardar como será a receptividade do público e do júri para o filme em Minas Gerais.

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