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Blog Graciliano: 1 ano de boas ideias

Blog Graciliano: 1 ano de boas ideias

Há um ano nascia o blog Graciliano. A ideia era simples e o objetivo claro: produzir conteúdo factual voltado à cultura, já que a revista impressa é temática e bimestral, o que faz com que boas iniciativas “escapem” ao alcance da versão impressa. Poucos meses depois de entrar no ar, o projeto ganhou um reconhecimento mais do que bem-vindo: passava a integrar o Tudo na Hora, o maior portal de notícias de Alagoas, do Sistema Pajuçara de Comunicação, afiliada da TV Record no estado.  

Nestes 12 meses, o blog apostou na diversidade de pautas, sem perder de vista o olhar cultural. Para celebrar esse primeiro ano, convidamos jornalistas, designers, pesquisadores, produtores culturais, cineastas, escritores e profissionais de outras áreas para elegerem um post. O resultado você confere a seguir.     

 SIMONE CAVALCANTE (produtora cultural)
Tem certeza de que não é carne? (http://va.mu/cFx8)

“Como ando muito antenada atualmente em descobrir novas formas de me alimentar bem, curti bastante a matéria Tem certeza de que não é carne? O texto postado por Mário Lamenha trouxe duas experiências bem diferentes de comida vegetariana. Uma delas, o cardápio servido pelo Ser-Afim, é uma delícia! Vale a pena conhecer o restaurante. O diferencial do lugar é que ninguém sai de lá com peso na consciência depois de provar as saborosas iguarias.” 

GUILHERME LAMENHA (jornalista)
O Biu no mapa (http://va.mu/cFAq)

“Eu poderia escolher qualquer um dos textos publicados no Graciliano On Line, que acompanho assiduamente desde a primeira postagem. Mas uma das últimas matérias, que trata do mapeamento cultural na região do Benedito Bentes me chamou bastante a atenção. Primeiro porque trata de um assunto que muito me interessa: a antropologia cultural urbana, e segundo porque lança um olhar (e por que não dizer uma luz?) para uma das áreas mais esquecidas da cidade. Quem são e o que fazem os artistas da parte alta da cidade? Qual a sua interação com o todo? O Coletivo Seu Biu me foi apresentado de forma objetiva e sem idealizações. E é isso que me interessa: informação cultural em todos os seus matizes, compreendendo uma diversidade que dialoga com o estabelecido e mantém com ele uma relação. Seja ela qual for. Por isso gosto tanto do que é produzido pela equipe: ampla abordagem de universos particulares.”

 BRUNO RODRIGUES (músico e professor de Língua Inglesa)
A arte de Messias de Melo (http://va.mu/cFyC)

“Escolho a matéria A Arte de Messias de Melo não somente pelos ótimos depoimentos e fotos, e texto bem escrito, mas também pelo vínculo emocional. Messias de Melo é parente. Meu pai falou dele na mesma época em que me deu um livro do Judas Isgorogota. Depois de algum tempo, descobri que o Messias tinha criado o mascote do time do Corinthians. Descobrir aquilo foi sensacional! Ainda que breve, um belíssimo resgate! Parabéns a todos da Graciliano. Feliz aniversário!”

 ANDERSON BARBOSA (diretor de cinema)
Cem anos de solidão (http://va.mu/cFyD)

“Bem, eu poderia dizer que A Vitrine do Cinema de Lucas Almeida foi a matéria que mais me cativou, até porque colaboro na matéria, mas poderia soar muito narcisista. Brincadeiras a parte, de fato, ao longo do primeiro ano várias matérias me cativaram, mas a que mais me impressionou foi Cem Anos de Solidão. Primeiro pela importância em se debater o tema, quantas vezes forem necessárias, principalmente aqui em Alagoas. E segundo pela relevância social, histórica e cultural que as religiões de matriz africana exercem no nosso estado.”

 NATHÁLIA NASCIMENTO (criadora do Hipster Alagoano)
Cobertura do Festival de Cinema Universitário de Alagoas (http://va.mu/cFx9)

“Minha ligação com Penedo é desde pequena, quando minha mãe contava dos festivais de cinema lá, das festas de Bom Jesus dos Navegantes, que sempre coincidia com minhas férias aqui em Alagoas. E sempre me alegra muito quando vejo alguma notícia ou nota sobre Penedo, como a cobertura da 2ª edição do Festival Universitário de Cinema. Ver duas coisas tão presentes na minha infância, que é o cinema e Penedo… Tá certo que o festival ainda não está do jeito que a gente queria, mas está perto. E me deixa muito feliz ver nomes de pessoas tão queridas no cinema alagoano, sendo reconhecidas, como Nataska, Nivaldo e Larissa. Nesse um ano de blog, venho sempre acompanhado dicas de restaurantes e ações culturais aqui em Alagoas e precisávamos de algo assim no nosso estado. E que venham muitos anos nos informando culturalmente e valorizando Alagoas.”

MORENA MELO DIAS (jornalista)
As histórias da Banca Nacional (http://va.mu/cFyE) ; Botequim Paulista, a história por trás do balcão (http://va.mu/cFyG)  e Uma prosa com Tainan Costa (http://va.mu/cFyH)

“Lembro de quando pequena reparar sempre naquela banca de revista, ficava encantada com a quantidade de revistas e jornais, aquele espaço todinho cheio de possibilidades, cores e assuntos. Lembro também de acreditar que aquele senhor morava ali, dentro da banca. Porque, afinal, ela nunca estava fechada. Fim de semana, feriado, noite, o Centro da cidade completamente vazio, e a banca aberta. Na memória também encontro o boteco tão frequentado, o querido Botequim Paulista de outros tempos e tantas histórias. E se seguir adiante, encontro também um querido professor de Literatura, o Canário responsável por me fazer atinar pra escrita. A banca de revistas, o boteco e o professor são personagens da cidade. Da Maceió que pulsa nos jornais, nas conversas do Botequim e na singularidade das pessoas. A Maceió que, há um ano, passou a habitar, além das memórias afetivas, as páginas do blog da Graciliano. Personagens que se tornaram efemérides de Maceió graças à sensibilidade dos que fazem a Graciliano. Prestar atenção à cidade pode ser uma experiência singular e vocês trazem isso para as postagens do blog. Vida longa ao projeto! Meus sinceros parabéns!”

 DAVID PACHECO (designer gráfico)
O valor do design popular (http://va.mu/cFyB)

“Foi difícil escolher apenas uma matéria. Adoro várias que exercem reconhecimento de pessoas “anônimas”, mas como sou amante de minha profissão eu fico com O valor do design popular. Já faz algum tempo que venho observando e lendo a respeito do design vernacular e o derivado dessas criações populares provém de uma forte ligação com a cultura do espaço onde o ser humano se insere. Neste caso, somos uma cidade inspiradora para criadores informais e considero que temos poucas resenhas comparado ao nosso potencial de criação e a matéria da Graciliano foi muito feliz na escolha do tema e em toda sua abordagem, pois ao mesmo tempo que ela contribui com o assunto também trouxe uma individualidade agregadora da autora na escolha dos criadores. Apesar de ser um assunto ainda pouco explorado, ele surgiu antes da própria nomenclatura. Gosto de acreditar que o design vernacular existe desde o Arts & Crafts, que veio como uma ferramenta alternativa à produção em massa. Espero que a temática continue sendo abordada e aproveito para deixar meus parabéns à Graciliano pelo aniversário e por trazer frequentemente um olhar vanguardista sobre a cidade que amo.”

VICTOR  DE ALMEIDA (jornalista e pesquisador de música)
O cinema e o Penedo (http://va.mu/cFx9)

“Eu nasci em Penedo. Durante a minha infância ouvi muito meus pais falarem sobre os festivais de cinema de Penedo. Ler sobre o Festival Universitário de Cinema tem sempre um pouco de lembranças afetivas.”

TIAGO NOGUEIRA (gestor de marketing)
Da cor do fogo (http://va.mu/cFyA)

“Gostei da matéria sobre o acarajé porque apresentou um lado da cultura de Alagoas que eu admiro bastante: nossa capacidade de aceitar e adaptar o que ‘vem de fora’ e depois de ler essa postagem, comecei a observar como nós conseguimos deixar nossa marca alagoana em tudo o que criamos por aqui. Até mesmo na maneira simples de se fazer um acarajé.”

AMANDA DUARTE (estudante)
Cobertura do Festival de Cinema Universitário de Alagoas (http://va.mu/cFx9) e Tem certeza de que não é carne? (http://va.mu/cFx8)

“Gostei muito da cobertura toda do festival de cinema, pois o blog cumpriu um papel que as outras mídias alagoanas não fizeram. Além da qualidade costumeira dos textos, escolhi essa matéria por causa dessa ‘deficiência’ da imprensa em mostrar o festival. O blog realmente acompanhou o evento. Quanto à matéria sobre comida vegetariana, me identifico com o tema e também acho que o assunto deve ser mais abordado mesmo. Em outros estados existem dezenas de restaurantes/lanchonetes vegetarianos. Aqui existem poucos e o assunto ainda é um dogma”.

RICARDO CABÚS (professor universitário, escritor e criador do projeto Papel no Varal)
As histórias da Banca Nacional (http://va.mu/cFyE)

“Fiquei feliz ao ver o destaque dado a uma pessoa que, embora passe despercebida para alguns, tem um papel muito importante na cultura alagoana. Aquela banca foi o portal para muitos dos que fizeram e ainda hoje fazem a cultura no nosso estado.”

TAINAN COSTA CANÁRIO (professor e escritor)

“Não houve uma postagem específica, mas gostei muito de todas as que falaram do ressurgimento do cinema feito em Alagoas. O blog da Graciliano foi, a meu ver, um grande cúmplice dessa nova fase da cultura em AL.”

MARIANA TAVARES (fotógrafa)
As histórias da Banca Nacional (http://va.mu/cFyE)

“Dentre as excelentes matérias que o blogue da Graciliano vem proporcionando ao seu público sobre a cultura e movimentações locais, acabei escolhendo uma que fala sobre um indivíduo. Um indivíduo que traz na sua própria existência um pouco de Alagoas e da tradição do Centro de Maceió. Acontece que eu fico especialmente tocada pelo jornalismo que conta histórias, principalmente histórias que em um primeiro momento nos passam despercebidas, como a do Seu Gesivan. Com As histórias da Banca Nacional foi cumprido o desafio de tirar o extraordinário do aparentemente comum e mostrar algo que talvez, de outra forma, ignoraríamos. Através do texto, partindo de um antigo rosto, nos é apresentada toda uma nova perspectiva: a influência da Ditadura Militar no estado, as mudanças ocorridas nas mídias impressas, os sonhos de um jovem em tempos difíceis. Hoje, ao passar em frente àquele cubículo, eu enxergo mais que um simples ponto de venda. E o que melhor que o jornalismo que nos abre os olhos?”

LARISSA LISBOA (analista de audiovisual do Sesc Alagoas)
Turbilhão de sensações (http://va.mu/cFyP)

“Ao pensar na postagem do Graciliano On-line que mais gostei, revisitei em minha mente principalmente as que abordaram a Mostra Sururu, o Festival de Cinema Universitário, entre outras que destacaram os filmes alagoanos. No entanto, na hora de optar pela que mais gostei, recordei da primeira postagem que me marcou, Turbilhão de sensações, sobre o documentário Pina, de Wim Wenders. Fui tocada pela delicadeza com que o filme foi apresentado. Uma postagem que me fez desejar ainda mais ver Pina. Também marcou o início da minha admiração pelo belo trabalho que vem sendo realizado neste primeiro ano do Graciliano On-line.”

SOLANGE ARRUDA (designer)
Design e transformação (http://va.mu/cFyO)

“O texto Design e transformação “chegou” às minhas mãos como um presente dos céus. Estava com o fazer manual (minha atividade profissional) em momento crescente e com necessidade de conhecer mais do universo arte, design e artesanato. Estou sempre “bebendo na fonte” dessa revista que trata com profundo conhecimento e respeito os temas que aborda! E que brindemos bem mais aniversários. Parabéns aos profissionais!”

LARISSA FONTES (jornalista e pesquisadora das religiões de matriz africana)
Cem anos de solidão (http://va.mu/cFyD)

 “Suponho que seja suspeita para apontar como minha matéria preferida, a Cem Anos de Solidão, da Vitória Alcântara, sobre o centenário do “Quebra de Xangô”, mas não posso deixar de fazê-lo e de ressaltar a importância da divulgação de informações sobre as tão injustiçadas religiões de matriz africana nas antigas e novas mídias. O blog da Graciliano, sendo tão acessado pelo público esclarecido e, principalmente, pela juventude da cidade, deu sua contribuição à luta em favor do Xangô Rezado Alto. Sem contar no belo título, que me emocionou. Acessá-lo enche nossos olhos e, melhor, nossas mentes. Vida longa à Graciliano Online! Evoé!”

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