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Cantando no bar

Cantando no bar

Foi por gostar de música que Agamenom Freitas comprou um aparelho de karaokê. Pôs o eletrônico na garagem de sua casa, soltava a voz, e só parava quando era interrompido por algum vizinho pedindo para também dar uma palhinha. Na época, ele trabalhava com alugueis de aparelhos de karaokê em bares de Maceió.

“Com um tempo, percebi que havia uma carência de lugares com karaokê”, conta Agamenon. Decidiu então reformar a garagem de casa e montar um bar aos moldes do pub ingleses. Deu tão certo que hoje o bar, batizado de Cervejaoke, precisa ser ampliado para acomodar todos os clientes. Agamenon garante que uma iminente reforma aumentará de 45 para 70 a capacidade do local.

Localizado em frente ao terminal de ônibus do Salvador Lyra, próximo ao shopping Pátio Maceió, e inaugurado em outubro de 2011, o Cervejaoke, de longe, até parece um bar como outro qualquer: cerveja, petiscos, mesas, garçons e fila. Fila? Isso mesmo. Mas, no Cervejaoke, a fila não é para comprar bebida, mas para cantar. O bar disponibiliza um único aparelho de karaokê para os clientes.

Com um acervo de 5.600 músicas, no Cervejaoke ouve-se de tudo: rock, pop, forró, MPB, músicas gospel, vozes afinadas ou não. A cada fim de música, o aparelho julga a música cantada com uma nota que varia de 0 a 100. Agamenon até que tentou criar uma competição entre os calouros, mas não deu certo. “Havia tanta gente que no espaço não cabia mais ninguém”, lembra ele, que toma conta do bar junto da mulher e de dois filhos.

O espaço é famoso também por ser uma das poucas atrações de lazer na parte alta da cidade. Mas o proprietário garante que metade de seus clientes vêm de bairros como Ponte Verde, Pajuçara e Jatiúca. “Até turistas de outros estados que estão hospedados em hóteis na parte baixa ligam perguntando como chegar ao Cervejaoke”, garante.

Morando perto ou não, o público que frequenta o estabelecimento está ávido por uma programação diferente da oferecida na noite maceioense. “Geralmente, nos outros bares, as pessoas vão para ver as atrações. No Cervejaoke, elas são a atração”, observa Márcio Anastácio, 21, estudante de jornalismo, que frequenta o local já há um ano. Ele se define como “um frequentador menos assíduo do que gostaria” e explica que o bar é o local preferido quando os amigos procuram novidade para curtir o final de semana.

Com uma capacidade para 45 pessoas, o Cervejaoke abre de quarta a domingo (Foto: Divulgação)

Morador do Clima Bom, Márcio acredita que o sucesso do bar não esteja apenas em sua localidade, o que facilitaria a vida de quem mora na parte alta da cidade e não esteja a fim ou não possa curtir a noite na Ponta Verde ou Pajuçara. “Existe um clima de união bastante característico do bar. Como as mesas são próximas umas das outras, no fim da noite, todos os clientes acabam se conhecendo”, conta Márcio. “Quando alguém consegue, por exemplo, a nota máxima no karaokê, o bar inteiro vibra”.

A proximidade das mesas favorece também a paquera. E, mesmo não sendo um bar criado com a finalidade de atender ao público LGBT, boa parte da clientela, segundo Márcio, é composta por gays. “Os héteros que frequentam o bar não olham para o público LGBT com um olhar atravessado, algo que acontece em outros lugares”, conta.

O bar obviamente não cobra couvert, mas é preciso pagar R$ 1,50 por cada música cantada. O valor cobrado cai diretamente na comanda. “Às vezes, gasto mais dinheiro cantando do que bebendo”, brinca o estudante.

O cardápio do bar, assim como o ambiente interno, não possui grandes requintes. É possível comprar cerveja em garrafa das marcas Skol (4,90), Devassa (4,50), Schin (4,00) e long neck da Budweiser (R$ 3,50), Heineken (R$ 4,50), Stella Artois (R$ 3,50), Bohemia (R$ 3,50). Entre os drinks, o mais pedido é a caipiroska de morango (R$ 4,00) e na seção aperitivos os caldinhos são o carro-chefe: siri (R$ 4,90), camarão (R$ 4,50), feijão (R$ 4,40) e peixe (R$ 4,40).

SERVIÇO

O quê: Bar Cervejaokê
Onde: 
Em frente ao terminal de ônibus do conjunto Salvador Lyra
Horário:
De quarta a domingo, das 18h às 1h. Na sexta e no sábado, das 18h às 4h.
Valor: Não é cobrado couvert, mas é preciso pagar R$ 1,50 por música cantada

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Um Comentário

  1. Aurelia Calheiros

    31 julho 2013 at 21:26

    Muito bom mesmo lá, vou sempre com meu esposo, enquanto ele enche a cara eu mim divirto cantando rsrsrs, e quando vou com amigas e amigos do trabalho é melhor ainda só resenha de quem tira a maior pontuação aff cada um pior do que o outro kkkk.
    PARABENS AGAMENOM O LUGAR É PERFEITO!!!

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