Revista Graciliano
Segredos e surpresas: o esplendor da fauna alagoana

Segredos e surpresas: o esplendor da fauna alagoana

Graciliano entrou na mata para ver melhor – para ver de perto – o reino animal que habita Alagoas. É surpreendente. Mesmo aqui, onde o verde da vida murchou para o verde da cana, há muito a ser descoberto, admirado e preservado.

Preservação é palavrinha-chave na temática ambiental. E não precisa ser “biodesagradável” para retomar o assunto, pertinente, obrigatório na ordem do dia. É papo sério, mas pode ser divertido. Num passeio pelas páginas da revista produzida pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, o leitor vai percorrer as áreas de preservação encontradas por aqui, num mergulho repleto de informações precisas e consistentes. De quebra, conhece o novo e arrojado projeto gráfico da publicação.

Vejamos. Alagoas tem cobertura de Mata Atlântica – retalhada e drasticamente reduzida, não é novidade. No litoral, há uma extensa faixa de corais – uma das mais importantes do planeta. Em plena capital, o maior complexo estuarino-lagunar do mundo. Na região sul, ocorre um cenário inimaginável: a Várzea da Marituba, verdadeiro mundo de água doce, faz fronteira com um mundo de areia: as dunas do povoado Pixaim – e logo depois vem o mar. E quem diria que o sertão guarda muito mais que a seca.

Não duvide, vivemos num complexo natural abundante que, mesmo situado em paisagens frágeis e sensíveis, torna-se leito e abrigo para a proliferação da biodiversidade.

Nossos repórteres foram investigar. Trouxeram cores, formas e movimentos. Há vida no mato, na terra, no mar e no ar. De galho em galho, nadando contra a corrente, a favor do vento ou entre as pedras do caminho, eles estão lá, em recantos e reservas ainda preservados.

As fotos de Fernando Pinto, José Nogueira, Pedro Têia, Neno Canuto, Edson Acioli, Estér Ramirez, Carlos Rosa, Bárbara Pacheco, José Vieira Neto, Charles Almeida, João Rosa e Pablo de Luca capturam o esplendor e a exuberância do nosso patrimônio natural mais pulsante: a fauna viva.

A bicharada tá solta, mas o perigo não descansa – se correr, o homem caça, se ficar, o homem come. Na luta pela manutenção de espécies ameaçadas, as iniciativas que deram certo merecem visibilidade. O peixe-boi e o mutum-de-alagoas são histórias obrigatórias. Exemplos para a conscientização. Como a do surpreendente Pedro Têia, dedicado e diletante ambientalista que percorre as trilhas do semiárido alagoano a registrar sons e imagens dos indivíduos na dimensão subestimada do menos protegido dos biomas.

Também enquadramos um representante do ativismo consolidado para entender a quantas andam projetos e ações de preservação de maior impacto. Ouvimos o articulado Mário Mantovani, diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, instituição que há exatos 30 anos compra briga pela causa. Em síntese, houve avanços, há perspectivas animadoras, mas as ameaças continuam. Mais detalhes nas “páginas azuis” – apelido carinhoso que demos à nova seção de entrevista.

Enfim, há muito mais nas 110 páginas que formam a edição 27 de Graciliano. É a nossa contribuição sobre o tema. Um alerta para observarmos, conhecermos e voltarmos a aprender com as outras tantas e imprescindíveis formas de seres vivos que coabitam este formidável planeta azul.

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